Estudo do Livro de Atos – Capítulo 15

OS GENTIOS E A LEI DE MOISÉS (1-32):

Os delegados que faziam parte do Concílio de Jerusalém eram das igrejas de Jerusalém e de Antioquia. A conversão dos gentios levantou uma questão importante para a igreja Primitiva: os gentios teriam de aderir ou não às leis de Moisés e a outras tradições judaicas para serem salvos? O teste de obediência à lei era a circuncisão. Os cristãos judeus estavam preocupados porque logo existiram mais cristãos gentios do que cristãos judeus, e os padrões morais poderiam enfraquecer entre os cristãos caso os gentios não seguissem as leis judaicas.

Um grupo de cristãos judeus insistia que seguir a lei, submetendo-se ao rito de circuncisão, era um pré-requisito para a salvação. Porém os gentios não pensavam que primeiro precisavam converter-se ao judaísmo para depois tornarem-se cristãos. Paulo e Barnabé e os outros líderes dá igreja cristã acreditavam que as leis do AT eram muito importantes, mas a obediência a elas não era um pré-requisito para a salvação. A lei não pode salvar; as pessoas só podem ser salvas pela graça, alcançada por meio dá fé em Jesus Cristo. O Concílio apoiou a concepção de Paulo e Barnabé, de que, seguir as leis judaicas, inclusive a circuncisão, não era essencial para a salvação.

A questão dos cristãos gentios terem ou não de obedecer à Lei de Moisés para serem salvos tornou-se importante. As controvérsias se intensificaram muito devido ao sucesso das novas igrejas formadas por gentios. Os conservadores da igreja em Jerusalém eram liderados por fariseus convertidos (15:5), que preferiam uma religião legalista a uma baseada exclusivamente na fé. Se os conservadores tivessem vencido, os gentios seriam obrigados a converterem-se ao judaísmo e serem circuncidados. Isso reduziria o cristianismo à condição de mais uma seita do judaísmo.

Se a lei era um jugo que os judeus não podiam suportar, em que aspecto ela os ajudou ao longo de sua história? Paulo escreveu que a lei era um guia que apontava os pecados,  assim as pessoas poderiam arrepender-se, retornar a Deus e ao modo correto de vida (ver Gl 3:24-25). Mas era impossível obedecer completamente à lei mosaica.

De acordo com as deliberações de Tiago, os cristãos gentios não tinham de ser circuncidados, mas não deveriam ingerir comida sacrificada aos ídolos, carne com sangue (Lv 17:14) e carne de animais estrangulados; também deveriam abster-se dá imoralidade sexual (uma prática de adoração aos ídolos). Se os cristãos gentios se privassem destas práticas, agradariam a Deus e se relacionariam melhor com os judeus que eram seus irmãos em Cristo.

Certamente havia outras ações impróprias aos cristãos, mas os judeus estavam particularmente preocupadas com essas quatro. A decisão ponderada de Tiago ajudou a igreja a crescer sem as barreiras culturais que havia entre os judeus e os gentios (esse Tiago é o irmão de Jesus, ele se tornou líder da igreja em Jerusalém e escreveu a epístola que tem o seu nome).

A carta que foi escrita respondeu às perguntas dá igreja em Antioquia e proporcionou grande alegria aos cristãos gentios daquela cidade (15:31). Brilhantemente escrita, apelava para a direção do Espírito Santo e explicava o que deveria ser feito, como se os leitores já o soubessem.

O debate sobre a circuncisão poderia ter dividido à igreja, mas Paulo, Barnabé e os judeus de Antioquia tomaram a decisão certa: buscavam o conselho dos líderes da igreja e da Palavra de Deus. Nossas diferenças devem ser resolvidas dá mesma maneira: buscando conselhos sábios e acatando decisões. Não deixe que as discordâncias o separem dos demais cristãos.

A SEPARAÇÃO ENTRE PAULO E BARNABÉ (33-41):

Paulo e Barnabé discordaram abertamente a respeito de Marcos. Paulo não quis levar Marcos em sua segunda viagem porque ele os havia deixado anteriormente (13:13). Esta divergência de opiniões levou os dois grandes pregadores a formarem dois grupos e a empreenderem mais esforços missionários; em vez de um grupo, havia dois. Mais tarde, Marcos se tornou uma pessoa muito importante para o ministério de Paulo (Cl 4:10).

Silas havia sido enviado pelo Concílio de Jesusalem para levar a carta com a decisão do Conselho a Antioquia (15-22). Paulo, que trabalhava na Igreja em Antioquia, escolheu Silas, dá igreja em Jerusalém, para acompanhá-lo em sua segunda viagem por muitas cidades, a fim de divulgarem as Boas Novas. Essa segunda viagem de Paulo, tendo Silas como seu companheiro, começou aproximadamente três anos após o final da primeira. Os dois visitaram a maioria das cidades visitadas na primeira viagem, além de outras. A segunda viagem preparou o alicerce para a Igreja na Grécia. Esse trabalho em grupo demonstrava a unidade da igreja após a decisão do Concílio em Jerusalém.

Esse foi o nosso Estudo de Atos 15! Se você quiser ver os estudos dos outros capítulos, é só clicar no Link abaixo. Fiquem todas na paz de Jesus! ❤

Estudo do Livro de Atos

Estudo do Livro de Atos – Capítulo 14

PAULO ENTRE OS PAGÃOS (1-18):

Icônio (14:1), Listra e Derbe eram três cidades que Paulo visitou na região Sul aos Gálatas. O apóstolo escreveu uma carta a estas igrejas, a epístola aos Gálatas, porque muitos cristãos judeus afirmavam que os Cristãos gentios não poderiam ser salvos a menos que seguissem as leis e os costumes judaicos. A carta de Paulo refutou esse pensamento e trouxe os crentes de volta ao padrão correto de compreensão da fé em Jesus Cristo (ver Gl 3:3-5). Talvez Paulo tenha escrito a carta aos Gálatas logo depois de ter deixado a região (ver 14:28).

Júpiter e Mercúrio (nomes latinos dos deuses gregos Zeus e Hermes) eram populares no mundo romano. O povo de Listra dizia que estes deuses haviam visitado a cidade uma vez. De acordo com a lenda, ninguém lhes ofereceu hospedagem, exceto um casal idoso. Por esta razão, Júpiter e Mercúrio mataram os demais habitantes e recompensaram apenas o casal.

Quando os cidadãos de Listra viram os milagres operados por intermédio de Pedro e Barnabé, pensaram que os deuses lhes visitavam novamente. Ao lembrar-se da lenda, imediatamente os habitantes de Listra honraram Paulo e Barnabé e os cobriram de presentes.

Paulo e Barnabé eram persistentes em pregar as Boas Novas; consideravam que o alto preço que pagavam por isto nada era comparado à obediência a Cristo. Paulo tinha acabado de escapar de um apedrejamento em Icônio (14:1-7), quando, em Listra, foi perseguido pelos judeus de Icônio e de Antioquia, que, depois de apedrejaram-no consideraram-no morto. Mas Paulo se levantou e voltou à cidade para pregar as Boas Novas, seu verdadeiro compromisso!

Ser um discípulo de Cristo envolve comprometimento total. Como cristãos não pertencemos mais a nós mesmos, e sim ao nosso Senhor, por quem somos chamados a sofrer.

TERMINA A PRIMEIRA VIAGEM (19-28):

Paulo e Barnabé voltaram a visitar os cristãos de todas as cidades onde havia sido ameaçados e fisicamente atacados. Esses homens conheciam os perigos que enfrentavam, mas, ainda assim, acreditavam que tinham a responsabilidade de encorajar os novos cristãos.

Uma das razões de Paulo e Barnabé arriscarem a vida para retornar àquelas cidades foi organizar a liderança dá igreja. Eles não apenas verificaram a situação dos grupos de cristãos que caminhavam por si mesmos, Paulo e Barnabé também os ajudaram a orgamizar-se e a escolher líderes espirituais que seriam capazes  de ajudar a igreja a crescer; ela só cresce adequadamente sob o comando de líderes guiados pelo Espírito.

É possível que Paulo tinha escrito a carta aos Gálatas enquanto esteve em Antioquia (48 ou 49 d.C.), depois de concluir sua primeira viagem missionária. Existem várias teorias sobre a que igrejas da Galácia Paulo se dirigiu, mas a maioria concorda que as de Icônio, Listra e Derbe faziam parte dá lista de igrejas às quais a carta foi endereçada. A epístola aos Gálatas foi escrita provavelmente antes do Concílio em Jerusalém (cap. 15), porque nela a questão dos cristãos gentios terem ou não que seguir a lei judaica ainda não estava resolvida. Tal conselho se reuniu para solucionar esse problema.

Esse foi o nosso Estudo de Atos 14! Se você quiser ver os estudos dos outros capítulos, é só clicar no Link abaixo. Fiquem todas na paz de Jesus! ❤

Estudo do Livro de Atos

Estudo do Livro de Atos – Capítulo 13

A CHAMADA PARA A EVANGELIZAÇÃO MUNDIAL (1-12):

Esse foi o início  da primeira viagem missionária de Saulo. A igreja estava envolvida no envio de Paulo e Barnabé, mas o plano era de Deus. Por que Paulo e Barnabé foram a tais lugares?

1) Porque o Espírito Santo os dirigiu;
2) Eles seguiram pelas estradas do Império Romano,o que tornou a viagem mais fácil.
3) Visitaram populações e centros culturais importantes, a fim de alcançarem tantas pessoas quanto fosse possível.
4) Foram a cidades que possuíam sinagogas; falaram primeiro aos judeus com a esperança de que estes recebessem a Jesus como o Messias e ajudassem a divulgar as Boas Novas aos demais povos.

Localizada no mar Mediterrâneo, a ilha de Chipre, com uma grande população judaica, era o lar de Barnabé. A primeira para dos apóstolos foi em território familiar.

Sérgio Paulo tinha a função de governador da ilha. Tais líderes frequentemente mantinham feiticeiros particulares. Barjesus percebeu que, se Sérgio Paulo cresse em Jesus, ele logo perderia seu emprego.

Essa foi a primeira vez que Saulo foi chamado de Paulo. O Espírito Santo levou Paulo a confrontar Barjesus e seu pecado. Há momentos em que devemos ser agradáveis e outros em que devemos confrontar as pessoas com seus pecados. Peça a Deus que lhe dê discernimento quanto às pessoas e situações e que o encoraje a fazer o que é correto.

O PRIMEIRO DISCURSO DE PAULO (13-41):

Nenhuma razão é dada para o fato de João Marcos ter deixado Paulo e Barnabé. Talvez Marcos:
1) estivesse com saudades de casa;
2) temesse ser liderado por Paulo e não por Barnabé (seu primo);
3) tivesse adoecido (Gl 4:13);
4) não conseguisse resistir ao rigor e aos perigos dá viagem missionária ou
5) tivesse planejado ir apenas até aquele ponto, mas não comunicara o fato a Paulo e Barnabé.

Paulo implicitamente acusou João Marcos de falta de coragem e compromisso com a obra de Deus e recusou-se a levá-lo em outra viagem (ver 15:37-38). Porém, fica claro nas cartas posteriores de Paulo que ele passou a respeitar Marcos (Cl 4:10) e que precisou dele em seu trabalho (2 Tm 4:11).

Essa é Antioquia da Psídia, e não da Síria, onde já existia uma igreja florescente (11:26).  A Antioquia da Psídia, era uma importante rota e centro de comércio, com uma grande população de judeus.

Quando foram a uma nova cidade testemunhar a respeito de Cristo Paulo e Barnabé primeiro apareceram na Sinagoga. Os judeus que lá estavam creram em Deus e passaram a estudar diligentemente as Escrituras. Porém, tragicamente, muitos não aceitaram a Jesus como o Messias prometido, por que tinham uma ideia equivocada sobre o tipo de Messias que Ele seria. Jesus não era, como desejavam, um líder militar que destruiria o controle de Roma, e sim o Rei que veio como servo e derrotou o pecado no coração das pessoas; somente mais tarde, quando Cristo retornar, Ele julgará as nações do mundo. Paulo e Barnabé não se afastaram nas sinagogas; tentaram mostrar claramente que as Escrituras que os judeus estudavam apontavam para Jesus.

A mensagem de Paulo aos judeus na sinagoga de Antioquia começou com uma ênfase na Aliança de Deus com Israel. Este era um ponto de acordo, porque todos os judeus tinham orgulho de ser o povo escolhido de Deus. Então Paulo continuou a explicar como as boas-novas representam o cumprimento da Aliança. Mas, para alguns judeus foi difícil aceitar esta mensagem.

Por falar a judeus devotos, Paulo começou o seu discurso lembrando-lhes da Aliança de Deus com Abraão e Davi e de outros temas familiares. Mais tarde, quando falou aos filósofos gregos em Atenas (17:22-32), Paulo começou fazendo um comentário sobre o que observou na cidade. Em ambos os casos, porém, o tema central do sermão do apóstolo era Cristo; ele enfatizou a ressurreição. Ao compartilhar as Boas Novas, comece seu discurso pelo ponto em que seus ouvintes estão, e em seguida fale a respeito de Cristo.

EFEITOS DO DISCURSO (42-52):

Os líderes judeus indubitavelmente trouxeram a tona argumentos teológicos contra Paulo e Barnabé, mas Lucas nos contou qual era a verdadeira razão da hostilidade dos judeus: a inveja.

Porque era necessário que as Boas Novas chegassem primeiroaos judeus? Deus planejou que por intermédio da Nação Judaica todo mundo vieste a conhecê-lo (Gn 12:31). Paulo, um judeu, amava seu povo (Rm 9:1-5) e queria dar-lhe a oportunidade de unir-se a ele na proclamação da salvação de Deus. Infelizmente, muitos judeus não reconheceram a Jesus como Messias e não entenderam que Deus oferecia a salvação a todos, judeus e gentios, que fossem a Ele por meio da fé em Cristo.

Em vez de aceitar a verdade, os líderes judeus provocaram oposição e lançaram Paulo e Barnabé fora da cidade. Frequentemente, os judeus sacudiam o pó de seus pés quando deixavam uma cidade a gentílica em direção à sua terra. Esse ato representava a purificação dos judeus que se sentiam contaminados por estarem perto daqueles que não adoravam a Deus. O fato de Paulo e Barnabé sacudirem o pó dos seus pés, ao saírem das cidades judaicas, em decorrência dos judeus terem rejeitado as Boas Novas, indicavam que estes verdadeiramente não faziam parte do Povo de Deus nem eram melhores e mais puros do que os pagãos.

Esse foi o nosso Estudo de Atos 13! Se você quiser ver os estudos dos outros capítulos, é só clicar no Link abaixo. Fiquem todas na paz de Jesus! ❤

Estudo do Livro de Atos